Meu crespo é de rainha
questões de raça e empoderamento na literatura infanto-juvenil
DOI:
https://doi.org/10.24979/ambiente.v18i2.1730Palavras-chave:
feminismo negro, literatura infanto-juvenil, empoderamento femininoResumo
O presente artigo visa a analisar o livro infanto-juvenil Meu Crespo é de Rainha da escritora, pesquisadora e ativista norte-americana Gloria Jean Watkins, mais conhecida por sua marca registrada, bell hooks, grafado em letras minúsculas, para criar uma nova identidade para si. hooks defendia que o feminismo era uma luta coletiva e que o amor era uma forma de resistência (hooks, 2018). Em Meu Crespo é de Rainha (2018), escrito, em linguagem poética, hooks incentiva meninas negras a se orgulharem de ser quem são, e portanto, usa o cabelo como uma metáfora desse empoderamento. O padrão de beleza inalcançável é incentivado pelo patriarcado como forma de controle feminino (WOLF, 2018) e a tirania da beleza feminina alcança meninas e mulheres de todas as cores, credos e origens; entretanto, é no corpo negro feminino que os efeitos mais perversos da exclusão e do preconceito são mais sentidos. Meu Crespo é de Rainha será analisado sob o viés da crítica feminista contemporânea em diálogo com os estudos de gênero e sexualidade, para que se compreendam os processos históricos, políticos e estéticos e para que se demonstre a importância de uma literatura infanto-juvenil empoderada e engajada na formação da identidade de meninas negras.
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