Vidas interrompidas por balas perdidas

A cobertura da imprensa online sobre homicídios de crianças e adolescentes no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24979/ngsgj652

Palavras-chave:

imprensa online, armas de fogo, violência, homicídio de crianças e adolescentes, Brasil

Resumo

Nos últimos anos o Brasil registrou um aumento das mortes violentas intencionais por arma de fogo, tendo os jovens representado mais de metade destes óbitos. Ao mesmo tempo, o país dobrou o número de registros de armas de fogo e as importações de armas longas. A crescente vitimização do público infantojuvenil após 32 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente mostra que garantir os direitos fundamentais, em especial à vida, ainda se apresenta como um enorme desafio para as políticas públicas, sobretudo quando combinado a um cenário de exclusão escolar e outros fatores como a ausência de oportunidades de lazer e inserção no mercado formal de trabalho, que, somados a outros, são determinantes da situação de vulnerabilidade social e contribuem para potencializar a violência. O objetivo deste artigo é discutir a cobertura da imprensa online sobre a violência letal contra crianças e adolescentes vítimas de balas perdidas no Brasil. Trata-se de um estudo exploratório, com enfoque qualitativo, elaborado a partir da coleta e análise de dados de 20 casos, publicados em 19 matérias jornalísticas disponíveis online sobre a mortandade do público infantojuvenil de 0 a 18 anos. Na análise de conteúdo dos fatos, constatou-se, que a cobertura da mídia sobre estes casos se concentra em divulgar, superficialmente, alguns dados dos crimes e outros fatos violentos relativos às ocorrências. Percebe-se que não há intenção em aprofundar a discussão do fenômeno social da violência, de compreender os problemas gerados pela insegurança pública ou mesmo aderir ao debate sobre políticas públicas. Este privilégio da ocorrência fortalece o sensacionalismo da notícia como estratégia de mercado, já que não se observa narrativas aprofundadas ou alguma preocupação direcionada a revelar os desfechos ou mesmo dar continuidade ao acompanhamento dos casos.

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Biografia do Autor

  • Janaine Voltolini de Oliveira, Universidade Estadual de Roraima

    Doutora em Geografia pela Universidade Federal do Ceará - UFC, mestre em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA e especialista em Meio Ambiente e Políticas Públicas pela Universidade Federal de Roraima - UFRR. Docente do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Roraima - UERR e Analista Judiciária (especialidade Serviço Social) do Tribunal de Justiça do estado de Roraima – TJRR. Pós-doutora em Ciências Sociais pelo Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade NOVA de Lisboa – CICS.NOVA FCSH. Desenvolve pesquisas nas áreas da infância, adolescência e da juventude, crime, violência, ato infracional e conflito com a lei.

  • Maria João Leote de Carvalho, Universidade NOVA de Lisboa (CICS.NOVA FCSH)

    Maria João Leote de Carvalho, doutorada em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (2011), é investigadora do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais onde coordena a linha de pesquisa Direitos, Políticas e Justiça. Desenvolve investigação sobre políticas públicas de justiça e proteção de crianças e jovens, Direitos da Criança, delinquência, crime e violência e usos de tecnologias digitais na infância/juventude. Desde 2017 é bolseira de pós-doutoramento com apoio da FCT (SFRH/BPD/116119/2016) e a sua candidatura à 4ª Edição do Concurso Estímulo ao Emprego Científico Individual da FCT foi recentemente selecionada para financiamento (2021.00384.CEECIND). Membro fundador das Secções Temática Sociologia do Direito e da Justiça (2014) e Sociologia da Infância (2018) da Associação Portuguesa de Sociologia. Membro da Child-Friendly Justice European Network (2019), European Council for Juvenile Justice/International Juvenile Justice Observatory (2009-2020), Thematic Working Group on Juvenile Justice/European Society of Criminology (2017) e ECREA (2014).

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Publicado

01/08/2023

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Seção

Ciências Socialmente Aplicadas

Como Citar

Vidas interrompidas por balas perdidas: A cobertura da imprensa online sobre homicídios de crianças e adolescentes no Brasil. (2023). Revista Eletrônica Casa De Makunaima, 5(1), 45-59. https://doi.org/10.24979/ngsgj652