Levantamento florístico para práticas de educação ambiental em áreas de preservação permanente na flona Mário Xavier, Seropédica - RJ
DOI:
https://doi.org/10.24979/ambiente.v18i2.1577Palavras-chave:
Unidade de Conservação, Impacto Ambiental, Interpretação Ambiental, Inventário FlorestalResumo
A educação ambiental deve ser multidisciplinar, visando a conscientização da população sobre as questões ambientais, incluindo a vital importância da água para a sobrevivência humana. O objetivo do presente trabalho foi identificar locais prioritários dentro da Unidade de Conservação Flona Mário Xavier, em Seropédica/RJ, para uma ampliação da educação ambiental, com foco na relevância dos cursos d'água e suas APPs. Mapeamento e atividades de levantamento florístico foram realizados com o objetivo de compreender o território e diagnosticar problemas ambientais existentes nas APPs de curso d’água presentes na UC. Os resultados revelam que as APPs estão sob impacto negativo da expansão urbana, como a poluição dos rios e outros problemas de origem antrópica. Recomenda-se ampliar as ações de Educação Ambiental na área do entorno da UC para que os impactos socioambientais do cenário atual possam ser minimizados. Os pontos que têm proximidade com a sede da UC, de melhor acesso e com trilhas já definidas são os melhores locais para iniciar atividades de Educação Ambiental in loco. Por fim, ressalta-se para ações mais efetivas quanto a conservação e recuperação das áreas são necessários recursos financeiros para além das atividades de conscientização ambiental.
Downloads
Referências
ALVES, A. G.; VARGAS, K. B. Espacialização Fitofisionômica de Espécies Arbóreas da Floresta Nacional Mário Xavier, Seropédica - RJ. Revista Continentes, 8 (15), 28–55, 2019. Disponível em: https://www.revistacontinentes.com.br/index.php/continentes/article/view/243/187. Acesso em: 6 set. 2023.
BASSO, V. M.; CUPERTINO, G. F. M.; OLIVEIRA, J. M. D. de; TRECE, I. B.; MIRANDA, E. A. de. Avaliação Florística de Uma Trilha de Educação Ambiental para Adequação Sensorial no Parque Estadual de Cunhambebe Rj, Brasil. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, Online, 16 (1), 36-44, 2023. Disponível em: https://periodicos.uerr.edu.br/index.php/ambiente/article/view/1201. Acesso em: 4 set. 2023.
BORÉM, R. A. T.; OLIVEIRA-FILHO, A. T. de. Fitossociologia do Estrato Arbóreo em uma Toposeqüência Alternada de Mata Atlântica, no munícipio de Silva Jardim-RJ, Brasil. Revista Árvore, 26 (6), 727–742, 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rarv/a/rTypV3gQCKG9xsRsZYL68pb/. Acesso em: 23 out. 2023.
BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28/5/2012.
BRASIL. Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015. Dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, sobre a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado e sobre a repartição de benefícios para conservação e uso sustentável da biodiversidade; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20/5/2015.
CARNEIRO, L. S., LIMA, P. M. de, CUPERTINO, G. F. M. Avaliação dos programas de educação ambiental nas escolas municipais de Itaguaí no entorno do Parque Estadual Cunhambebe – RJ. In: SEABRA, G. (Ed.). Terra–Políticas Públicas e Cidadania. Ituiutaba: Barlavento, 261-272, 2019.
CARVALHO, F. A.; NASCIMENTO, M. T.; BRAGA, J. M. A. Composição e Riqueza Florística do Componente Arbóreo da Floresta Atlântica Submontana na Região de Imbaú, Município de Silva Jardim, RJ. Acta Botanica Brasilica, 20 (3), 727–740, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abb/a/85J7XgKw9KwCw6nZ3gzgsBG/. Acesso em: 2 set. 2023.
CHASE, M. W. et al. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV. Botanical Journal of the Linnean Society, 181 (1), 1–20, 2016. Disponível em: https://reflora.jbrj.gov.br/downloads/2016_GROUP_Botanical%20Journal%20of%20the%20Linnean%20Society.pdf. Acesso em: 12 dez. 2023.
COSTA, J. R.; MITJA, D.; LEAL FILHO, N. Bancos de sementes do solo em pastagens na Amazônia Central. Pesquisa Florestal Brasileira, Colombo, v. 33, n. 74, p. 115-125, 2013. doi: 10.4336/2013.pfb.33.74.431
DAN, M. L. Estrutura e Relações Florísticas da Comunidade Arbórea de Fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual na Bacia Hidrográfica do Rio São Domingos, São José de Ubá, Rio de Janeiro. 2009. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Recursos Naturais) - UENF. Disponível em: https://uenf.br/cbb/herbario/files/2014/09/Mauricio-Lima-Dan1.pdf. Acesso em: 13 jan. 2024.
DOS SANTOS, L. A. F., LIMA, J. P. C. Corredor Ecológico de Regeneração Natural na Floresta Nacional “Mário Xavier”, em Seropédica, RJ. Floresta e Ambiente, 6 (1), 106 - 117. 1999.
FILGUEIRAS, T. S. et al. Caminhamento: um método expedito para levantamentos florísticos qualitativos. Cadernos de Geociências, 12 (1), 39-43, 1994.
Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br >. Acesso em: 13 out. 2023.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Manual técnico da vegetação brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 1992. 92p.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malha Municipal. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/malhas-territoriais/15774-malhas.html. Acesso em: 20 nov. 2023.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Manual Técnico de Uso da Terra, 2021. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101731.pdf. Acesso em: 20 nov. 2023.
ICMBio. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Plano de Manejo da Floresta Nacional Mario Xavier, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/mata-atlantica/lista-de-ucs/flona-mario-xavier/arquivos/pm_fn_mario_xavier_versao_versao_final-cleaned-1.pdf. Acesso em: 15 mai. 2024.
ICMBio; MMA; WWF. Educação Ambiental em Unidades de Conservação: Ações voltadas para Comunidades Escolares no contexto da Gestão Pública da Biodiversidade. Brasília: MMA, 2016. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-diversas/DCOM_ICMBio_educacao_ambiental_em_unidades_de_conservacao.pdf. Acesso em: 20 jan. 2024.
INEA. Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. GEOINEA. Disponível em: https://geoportal.inea.rj.gov.br/portal/apps/experiencebuilder/experience/?id=811a0feace564581afae2f9149b8031d. Acesso em 13 nov. 2023.
INMET. Instituto Nacional de Meteorologia. Banco de Dados Meteorológicos. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/dadoshistoricos. Acesso em: 13 out. 2023.
INTEGRA GUANDU. Plano Diretor Florestal da Região Hidrográfica II – Guandu/RJ, 2024. Disponível em: https://comiteguandu.org.br/wp-content/uploads/2024/11/STCP_Diagramacao-de-Documento_22.10-compactado.pdf. Acesso em: 3 dez. 2024.
IPCC. Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribuição do Grupo de Trabalho I ao Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, 2021. Disponível em: https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg1/. Acesso em: 13 out. 2023.
KÖPPEN, W. Climatologia: con un estudio de los climas de la tierra. México: Fondo de Cultura Econômica. 1948.
KURTZ, B. C.; ARAÚJO, D. S. D. Composição florística e estrutura do componente arbóreo de um trecho de Mata Atlântica na Estação Ecológica Estadual do Paraíso, Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguesia, 51 (2), 69–112, 2000. Doi: 10.1590/2175-7860200051787903.
LEÃO, T. C. C.; ALMEIDA, W. R.; DECHOUM, M. S.; ZLLER, S. R. Espécies Exóticas Invasoras no Nordeste do Brasil: Contextualização, Manejo e Políticas Públicas. Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste e Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental - Recife, PE, 2011.
LIMA, L. G. F. de. Plantas Invasoras no Brasil: Os Efeitos das Mudanças Climáticas Futuras e Detecção de Áreas Favoráveis em Unidades de Conservação. Dissertação (Mestrado em Conservação de Recursos Naturais) - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano, Campus Urutaí, 2018. Disponível em: https://sistemas.ifgoiano.edu.br/sgcursos/uploads/anexos_8/2020-10-27-01-47-53Disserta%C3%A7%C3%A3o%20-%20Luiza%20G%20F%20Lima.pdf. Acesso em: 2 jan. 2024.
MANTOANI, M.C.; DIAS, J.; ORSI, M.L.; TOREZAN, J.M.D. Efeitos da invasão por Tradescantia zebrina Heynh. sobre regenerantes de plantas arbóreas em um fragmento de floresta estacional semidecidual secundária em Londrina (PR). Biotemas, 26 (3): 63-70, 2013.
MARCONI, M. de A; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 8. ed. 2017.
MUELLER-DOMBOIS, D.; ELLENBERG, H. Aims and methods of vegetation ecology. New York: Willey and Sons, 1974.
PANETTA, F. D.; GOODEN, B. Managing for biodiversity: impact and action thresholds for invasive plants in natural ecosystems. Neobiota, 34 (82), 53-66, 2017. Disponível em: https://neobiota.pensoft.net/article/11821/. Acesso em: 14 mar. 2024.
PORTELA, R. C. Q.; SILVA, I. L.; PIÑA-RODRIGUES, F. C. M. Crescimento inicial de mudas de Clitoria fairchildiana Howard e Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. em diferentes condições de sombreamento. Ciência Florestal, 11 (2), 163-170, 2001. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/534/53411214.pdf. Acesso em: 2 fev. 2024.
RODRIGUES, J. V. R; VARGAS, K. B; OLIVEIRA, A. L. S. Fitossociologia e Representações Gráficas: Análise da estrutura florística de algumas parcelas da Floresta Nacional Mário Xavier-Seropédica-RJ. Revista Espaço & Geografia, 26, 277-311, 2023. doi: 10.26512/2236-56562023e44077.
SILVA, A. S. de A. e; VOLTOLINI, J. C. Impacto e Manejo da Invasora Exótica Tradescantia zebrina HEYNH. EX BOSSE (Commelinaceae) sobre Plantas Nativas em um Fragmento de Floresta Atlântica no Sudeste do Brasil. Pesquisas Botânica, São Leopoldo, 70, 205-212, 2017. Disponível em: https://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/volumes/070/011.pdf. Acesso em: 15 abr. 2024.
SILVA, A. S. et al. Educação Ambiental e Sustentabilidade: Desafios e Perspectivas na Sociedade Contemporânea. Revista Thema, 16 (3), 506-523, 2019.
SILVA, T. K. R. da. Fitotoxidez de extratos aquosos da espécie exótica invasora Epipremnum aureum (Linden & André) G. S. Bunting (Araceae) sobre o desenvolvimento inicial de alface. 2023. 34 f. TCC (Bacharel em Ciências Biológicas) - Universidade Federal do Paraná, 2023. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/handle/1884/85469. Acesso em: 5 jan. 2024.
SIMÕES, R. M. A educação ambiental como atividade interdisciplinar em escolas do ensino fundamental. Barbaquá, 2 (4), 63-77, 2018.
SCOLFORO, J. R. S.; MELLO, J. M. Inventário florestal. Lavras: UFLA/FAEPE, 2006.
SOUZA, N. V. Florística e Fitossociologia do Parque Natural Municipal Atalaia, Macaé, RJ. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais e Conservação), Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2020.
SOUZA, R. L. N. de. Restauração da mata atlântica: potencialidades, fragilidades e os conflitos ambientais na Floresta Nacional Mário Xavier, Seropédica/RJ, Dissertação (Mestrado em Geografia), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13749. Acesso em: 24 abr. 2024.
SOUZA, T. R. R. S. de; VARGAS, K. B. Flona Mário Xavier: Entre Histórias e Memórias. Seropédica: Programa de Extensão Guarda Compartilhada Flona Mário Xavier - Dgg/Ufrrj, 2020. Disponível em: https://amigosinstitutohistoricodc.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Cartilha-Flona-Mario-Xavier_-entre-historias-e-memorias.pdf. Acesso em: 25 fev. 2024.
UFRRJ. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. PET - Programa de Educação Tutorial, 2024. Disponível em: https://portal.ufrrj.br/pro-reitoria-de-graduacao/programas/programa-de-educacao-tutorial-pet/. Acesso em: 14 ago. 2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Ingrid Mattos Rangel, Dra. Vanessa Maria Basso, Matheus Henrique dos Reis Fonseca, Ana Lúcia Salvador Ormond Bergamini Lima, Manuela Rodrigues Lopes, Marcelo da Silva Araujo Júnior, Matheus Jardim dos Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Todo o conteúdo desta revista está protegido pela Lei de Direitos Autorais (9.610/98). A reprodução parcial ou completa de artigos, fotografias ou artes no geral contidas nas publicões deve ser creditada ao autor em questão. A revista Ambiente: Gestão e Desenvolvimento (ISSN 1981-4127) é distribuída sob a licença Creative Commons – Atribuição – uso comercial – compartilhamento pela mesma licença (BY). Há permissão de uso e criação de obras derivadas do material, contanto que haja atribuição de créditos (BY). As publicaçãos são distribuídas gratuitamente no site oficial.








