Aprendizagem significativa em espaços educativos não formais
Planejamento, intencionalidade educacional e significados
DOI:
https://doi.org/10.24979/bolmirr.vi.1582Palavras-chave:
Plano de ensino, Espaço não formal, Teorias de Aprendizagem, Ensino de Ciências.Resumo
O objetivo deste artigo é demonstrar a relevância da utilização dos elementos da aprendizagem significativa como princípios norteadores para planejamento de aulas em espaços educacionais não formais, de forma a evidenciar momentos de aprendizagem significativa fora dos muros da escola. A pesquisa foi desenvolvida no município de Pacaraima, fronteira Brasil-Venezuela (BV-8), a luz da Teoria da Aprendizagem Significativa (TAS) de David Ausubel com um grupo de oito professores que trabalham os componentes curriculares de Química, Biologia e Física, que integram a área de Ciências da Natureza no segundo bimestre de 2023. Inicialmente, TAS foi pensada para o âmbito do ensino formal, de modo que a razão da discussão desse trabalho é demonstrar que os princípios norteadores da teoria podem ser úteis para o planejamento e execução de atividades em espaços educativos não formais. Com base nisso, acreditamos que não basta tirar os estudantes da escola e levá-los a esses locais sem compreender os fundamentos que sustentam essa metodologia de ensino, resultando em um momento de lazer escolar. Salientamos que o professor enquanto mediador neste processo, deve preparar a visita, organizar os objetivos educacionais, bem como conduzir dialogicamente a aula/atividade nesses espaços. Dessa forma, analisamos que a TAS pode fornecer subsídios teóricos para nortear o planejamento de aulas em espaços educativos não formais, sendo possível organizar o fazer docente em prol de uma aprendizagem significativa em aulas fora das unidades escolares formalizadas no país.
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