v. 13 n. 01 (2020): Boletim do Museu Integrado de Roraima - MIRR

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O Boletim do Museu Integrado de RoraimaBolmirr - teve sua primeira edição à lume em 1990, com artigos de  seus poucos pesquisadores, que com audácia realizaram várias pesquisas no âmbito do MIRR, resultando na primeira edição do Boletim. Época em que o saudoso artista plástico Augusto Cardoso era parte dos quadros do Museu (a capa do Boletim é uma homenagem a esse inesquecível artista, cujas pinturas são de projeção internacional).

Após a década de 90,  políticas governamentais locais passaram a ignorar o Museu como importante repositório do conhecimento e da memória do Vale do Rio Branco, deixando-o praticamente morrer à míngua, sem recursos sequer para necessárias manutenções rotineiras.

Contudo, a lei n° 815 de 7 de Julho de 2011, criou o Instituto de Amparo Ciência e Tecnologia e Inovação – IACTI -, e retirou o Museu de sua vinculação à Secretaria de Educação e Cultura, colocando-o sob administração deste novo órgão da administração indireta do Estado.

A transferência de pesquisadores da antiga Fundação do Meio, Ciência e Tecnologia – FEMACT – para o Museu, permitiu continuar e dar solidez e prosseguimento a várias pesquisas, possibilitando certa periodicidade ao Boletim até 2014, publicando o resultado de pesquisas feitas pelos poucos pesquisadores que permaneceram na função depois da referida transferência.

A partir de 2014, o Boletim pouco circulou a não ser com raras edições, publicadas por iniciativa e arroubo de um minguado grupo de pesquisadores que permaneceu no Museu, não obstante a falta de apoio institucional e baixos salários. A maioria, entretanto, pediu demissão ou foi para outros instituições de ensino e pesquisa. Permaneceram no Museu três pesquisadores: uma pesquisadora em zoologia, uma ecóloga e um antropólogo, remanescentes daqueles que foram transferidos para o Museu.

A estrutura física do Museu foi-se acabando em função da total desatenção de seguidos governos, até ficar em total abandono de 2014 a 2018, quando pesquisas e estudos a partir do Museu tornaram-se impossíveis.

O prédio, outrora uma suntuosa construção em madeira, que seguia um padrão arquitetônico baseado em modelos de construção  local, degradou-se a tal ponto de hoje estar inteiramente abandonado., provavelmente aguardando demolição (fala-se da construção de um novo Museu, porém até o momento nada de efetivo ocorreu para substanciar o falado).

A partir de 2018, com uma nova administração no IACTI, iniciou-se o resgate do acervo remanescente do Museu para um anexo da sede do IACTI, quando se procedeu a higienização de peças, novas catalogações do material arqueológico, e a organização da pequena biblioteca. Um modesto local foi destinado a pesquisadores, e deles são os principais artigos desta orgulhosa edição do Boletim. Em homenagem ao artigo publicado no Boletim em sua primeira edição, de autoria do entomólogo Sílvio Silva, é dele e colegas o artigo que abre esta edição.

 

Carlos Borges

(Editor Chefe)

 

Publicado: 12/09/2020

Ensino: seção especial do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências