Farinha, tucupi e beiju
patrimônio alimentar como estratégia didática para o ensino da Pré-História do Vale do Rio Branco
DOI:
https://doi.org/10.24979/ambiente.v19i2.1841Palavras-chave:
Educação não formal, Pré-História do Vale do Rio Branco, Patrimônio alimentar, Aprendizagem significativaResumo
Este artigo apresenta um relato de experiência pedagógica desenvolvida por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), do curso de Licenciatura em História da Universidade Estadual de Roraima (UERR), na Escola Estadual Ana Libória, em colaboração com o Museu Integrado de Roraima (MIRR). O objetivo central foi investigar o uso da alimentação e dos espaços não formais de educação como ferramentas para o ensino da Pré-História regional. A metodologia, de caráter qualitativo, estruturou-se em aulas teóricas seguidas de uma aula especial com acervo selecionado do museu e palestra sobre a alimentação regional, realizada na escola devido a limitações logísticas de transporte. Durante a culminância, estudantes do 1º ano do Ensino Médio observaram artefatos arqueológicos (líticos e cerâmicos) do acervo do MIRR e participaram de uma oficina conduzida pela especialista Denise Rohnelt, com degustação de tucupi negro e beiju. O acompanhamento do aprendizado foi realizado por meio de questionários de sondagem e avaliação final via Google Forms. Fundamentado na Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel e no conceito de espaços não formais, o trabalho demonstra que a culinária regional serviu como ponto de ancoragem para a consolidação de novos conhecimentos históricos. Os resultados indicam um elevado engajamento discente e a superação de visões fragmentadas sobre a ocupação pré-colonial do Vale do Rio Branco. Conclui-se que a parceria entre museus e escolas é uma possibilidade rica para uma educação contextualizada, transformando acervos em interessantes materiais didáticos.
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